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Um dia depois…a busca pela independência

Quando era criança participava das celebrações cívicas do 7 de setembro a marchar, devidamente fardada, aprendendo a amar as bandeiras que desfilavam na frente. Acreditava na independência.

Mas a trajetória de crescimento vai diminuindo a sensação de liberdade, e o sentido de independência vai ganhando contornos de “barganha” com o capital internacional, bancos e personalidades ditas da forte na economia e na política do mundo. Restam-nos leis e armas. Exibição bélica da nossa independência.

E temos um país no qual as vaias substituem a razão, a compreensão dos fenômenos do poder, como expressão de birra de um grupo ávido por mais poderes do que já possui.

Desprovido de senso patriótico, sem noção de cidadania e respeito, acreditamos que analfabeto ou inculto é o pobre brasileiro, é o nordestino, o assalariado…mas é a elite do nosso país que tem mostrado a sua verdadeira face, em expressões de raiva chula, dignas de repúdio.

Após os desfiles pelos corredores cívicos do Brasil, após as aclamadas vaias da elite, após o feriado e a embriaguez…voltamos ás prateleiras do dia 08, para arrumar nosso estoque de moral e continuar a escrever essa história na esperança de amadurecimento político, social e cultural. A vida continua, e que não seja igual.

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