Nossa herança violenta, desde as relações ao modo de produção econômica, nos deixaram marcas profundas de vilania, no senso comum.
Discordar é uma espécie de crime, por estas bandas, onde a perseguição estabelece ramificações corporativas, e tudo cresce, menos a consciência cidadã.
Vale a dica para desenvolver sensores de autopercepção: se você vibra quando um discordante é ferido em seus interesses, cuidado! É você quem está contaminado com uma das piores manchas que sufoca o tecido social alagoano: a conivência com o erro!
Quando crescermos iremos perceber, que não devemos combater pessoas, mesmo que discordemos de ideias e posturas. Pois o que enobrece a luta, é preservar o senso de humanidade, respeitando a liberdade alheia.
Se é verdadeiro que uma sociedade é composta por variantes, concordantes e discordantes, mais verdadeiro ainda é o direito de cada um, ser o que é. Merecendo todos e todas os mesmos patamares de livre expressão, com garantias previstas em nosso código máximo, a Constituição Federal.
Por essa razão, ser perseguidor, opressor, inimigo da liberdade do outro, é motivo de intensa vergonha, onde prevaleça a democracia e a cidadania.
Não aplaudo a queda planejada, a oportunidade boicotada nem a liberdade podada, sem me importar saber o nome do alvo. Tais métodos merecem repúdio público, e mesmo aqueles de condutas vis estão acobertados pelos mesmos direitos, devendo responder de forma justa pelas ações que executem dentro e fora da lei.
Contudo, ainda somos sociedade injusta.
Lenientes com as fachadas, permanecemos omissos com grande parte das verdades violentas que nos transformam em território de medo, fome e solidão social profunda.
Haveremos que reler os contos antigos vindos das extremidades da América, escritos por certo, nos dias da dor e da tirania desmedida. Provar de novo, o sabor da felicidade suprema, de nos reconhecermos na face irmã dos que estão felizes e dos que estão precisando de felicidade.




