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Trump ameaça acionar Lei da Insurreição em Minnesota

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu o tom contra as autoridades de Minnesota nesta quinta-feira (15), ameaçando utilizar a Lei da Insurreição para conter protestos no estado.

A declaração ocorre em meio a um clima de forte instabilidade em Minneapolis, onde a mobilização de cerca de dois mil agentes federais para uma ofensiva contra a imigração irregular tem gerado confrontos diretos entre manifestantes e forças de segurança.

A ameaça foi publicada por Trump em sua rede social, a Truth Social, onde ele criticou duramente a gestão local.

“Se os políticos corruptos de Minnesota não obedecerem à lei e impedirem que os agitadores profissionais e insurgentes ataquem os Patriotas do ICE, que estão apenas tentando fazer seu trabalho, eu instituirei a Lei da Insurreição”, disparou o presidente, referindo-se aos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês).

O estopim para a nova crise ocorreu na última quarta-feira (14), quando um agente de imigração atirou em um cidadão venezuelano que tentava fugir de uma blitz policial em Minneapolis.

Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), o estrangeiro estava ilegalmente no país e, durante a abordagem, o agente federal teria sido atacado por outras duas pessoas com um cabo de vassoura e uma pá de neve.

O incidente aconteceu apenas uma semana após o assassinato de uma cidadã americana na mesma cidade, crime que vem sendo explorado politicamente pela Casa Branca para justificar a repressão migratória.

Poder Militar em Solo Americano

A Lei da Insurreição, mencionada por Trump, é um dispositivo legal que concede ao presidente o poder extraordinário de mobilizar as Forças Armadas e a Guarda Nacional dentro do território norte-americano para suprimir desordens civis ou rebeliões.

O uso dessa lei é historicamente raro e considerado uma medida de última instância, uma vez que sobrepõe o poder federal às autoridades estaduais.

Atualmente, Minnesota vive sob vigilância constante, com o governo federal reforçando que não recuará na política de “tolerância zero”.

Enquanto o DHS afirma que as medidas visam garantir a segurança pública, líderes locais e grupos de direitos humanos criticam o que chamam de militarização do estado e violação de direitos civis.

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