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Truculência policial, combina com SBPC?

Após repercutir desabafo de aluna da UFAL no facebook sobre ameaça policialesca na Universidade Federal de Alagoas, o blog recebeu comentários designando nosso texto como “fake news”, “piada” e outras comezinhas interpretações com ares de pouco caso, como se fosse impossível a polícia alagoana estar despreparada para lidar com a diversidade humana.

Acompanhando inúmeras situações nas quais atitudes da segurança pública local revelaram a pauta de higienização social vigente, nem mesmo um evento científico do porte da SBPC tem força suficiente para mudar este perfil em um passe de mágica.

Por esta razão, voltamos a repercutir o relato que uma aluna complementou na mesma rede social, e o fazemos na esperança de que a representação do evento leve a sério o ocorrido, antes que o terror saia do campo da subjetividade.

” O que está acontecendo de forma continuada é violência, opressão (que é política) agora, intensificada para a higienização social pelo aparato do estado, a polícia direcionada moralmente pra quem eles “acreditam” ser do não lugar.
Dois companheiros próximos, uma do curso de Biologia e outro do CECA, chegaram na Praça da Paz por volta das 11h do dia 23/07, ambos em espaços diferentes da praça e foram abordados por policiais que mandaram eles irem embora da praça. Porque a praça era lugar de “maconheiro” e não era pra eles se juntarem nem aparecer lá, que eles estavam pra meter o terror.

Logo, os dois retrucaram àquela ação respondendo eles, e eles revistaram a mana, quebraram os pertences dela ameaçando de levá-la pra assinar o TCO.

Entre tantas coisas visíveis e invisíveis, fica o questionamento de que lado estamos e qual projeto de universidade nós realmente acreditamos e construímos.
A sociedade ocupa a universidade com o que ela trás como vivências reais e cotidianas que são inclusive controlados por esse sistema perverso.
É ditadura ai ai
Quanta opressão!
Quanto sangue!
A nossa dor não sai no jornal!”

Se o depoimento acima não consegue sequer mobilizar os responsáveis pelo evento, há algo errado, sim, na condução do processo!

Acostumados a aterrorizar a periferia e intoxicados com padrões altamente discriminatórios, não seria a primeira vez que militares agiriam com arbitrariedade no campus da UFAL nos últimos tempos.

Segurança, sim! Truculência, não!

 

 

 

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