Alagoas e Sergipe serão os únicos Estados do Brasil a realizar a eleição deste ano com urnas eletrônicas que somente aceitam os votos após o reconhecimento do eleitor por meio de sua impressão digital ou imagem de seu rosto.
O recadastramento dos eleitores para o uso da chamada urna biométrica trouxe uma consequência que pode até ser encarada como negativa pela classe política – mas tem sido interpretada como positiva para as instituições ligadas ao combate à corrupção eleitoral.
As informações são da Gazeta de Alagoas.
O fato é que em 7 de outubro, Alagoas terá 218 mil eleitores a menos que aqueles que estavam aptos a votar na última eleição de 2010. O número representa uma redução de 10,72% do eleitorado alagoano no ano em que foram eleitos deputados estaduais e federais, governadores e presidente.
Em 2010, havia exatos 2.034.326 títulos de eleitores aptos a votar. Mas o número reduziu para 1.816.221, depois do recadastramento biométrico que foi iniciado em 2010, em 11 municípios alagoanos, e concluído em 9 de maio deste ano, no restante do Estado.
Nesse período, Maceió obteve o mesmo patamar de perda registrado no Estado. O que complica a busca por votos e pode influenciar no resultado das eleições, com a redução em mais de 58 mil do eleitorado. São 10,78% de perda, reduzindo o número de inscritos na Justiça Eleitoral de 538.835, em 2010, para 480.721, este ano, na capital.
Quando se compara esta eleição de outubro de 2012 com o último pleito municipal de 2008, a queda do eleitorado atinge quase a totalidade dos municípios alagoanos.
Maceió também reduz
São 94 dos 102 municípios reduzindo o número de títulos de eleitores emitidos pela Justiça Eleitoral.
Neste período, Alagoas perdeu 8,1% de seu eleitorado. O que representa 160.615 eleitores a menos que os que estavam aptos a votar em 2008.
E nem adianta querer comparar com a redução no Estado de Sergipe. Pois desde 2008, mesmo tendo passado pelo mesmo processo de revisão biométrica, nosso Estado vizinho teve queda de apenas 0,7% em seu eleitorado, mantido na casa de 1,3 milhão de inscritos.
Quando Cícero Almeida (PEN) foi reeleito com quase 320 mil votos, Maceió tinha 504,6 mil eleitores. Hoje, há 480,7 mil maceioenses aptos a votar. Uma queda de 4,7%, que representa 23,9 mil eleitores a menos. 108 votos a mais que os obtidos pela 3ª colocada naquela disputa, Solange Jurema (PSDB), quando houve 16% de abstenções.








