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TRE garante sossego e impunidade a caso das cestas básicas, que atinge Dantas

O Tribunal Regional Eleitoral é o mais novo elefante branco custeado pelo poder público em Alagoas.

Consome muito dinheiro do contribuinte para oferecer resultados aquém do esperado, medíocres.

Explícita falta de respeito aos pagadores dos caros impostos sustentando as excelências, na terra com maior proporção de famintos no país.

Um flerte com a prevaricação.

Tanto que a ação que pede a cassação da chapa do governador Paulo Dantas por distribuição de cestas básicas durante a campanha de 2022 termina mais um ano sem um resultado definitivo.

Falta ainda um voto. A maioria da Corte decidiu que Dantas não deve perder o mandato. Ainda assim, o caso se arrasta a passos de lesma.

O procurador eleitoral Antônio Henrique de Amorim Cadete foi mais ágil. Diz que o Governo distribuiu 316,9 mil cestas básicas no segundo semestre de 2022.

Problema é que o volume foi incomum porque, durante a campanha, criou-se um programa sob medida para influenciar o eleitor.

O Governo associou o feito a pandemia. O procurador rebateu: se não havia mais um decreto estadual de calamidade pública para justificar a distribuição de cestas, por que a emergência?

Novo argumento: as chuvas e o rastro de destruição. Hipótese rechaçada por Cadete.

O relator da ação é o desembargador Alcides Gusmão. Disse que houve “participação direta” do governador. E votou pela cassação.

“A distribuição gratuita de cestas básicas realizada indevidamente pelo governo teve gravidade suficiente para afetar a normalidade e a legitimidade da disputa eleitoral e considerando os altos valores envolvidos na sua utilização promocional pelo governador tiveram o condão de beneficiar ilegalmente sua campanha, caracterizando abuso de poder político e econômico”, disse Gusmão.

E desde então? Nada!

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