A operação de transferência de 20 presos, considerados de alta periculosidade, na tarde desta segunda-feira, em Alagoas, para o presídio federal de Campo Grande, obrigou o Departamento Penitenciário Nacional (Depen)- ligado ao Ministério da Justiça- a realizar uma outra operação: transferir presos de quatro penitenciárias federais de segurança máxima para eliminar possíveis focos de corrupção com os funcionários ou proximidade entre os presos, apesar da rigidez do estabelecimentos — que funcionam com celas individuais, banho de sol restrito e aparato de segurança maior que nos presídios estaduais.
O rodízio foi estudado pelo setor de inteligência do Depen. Entre presos provisórios e condenados, há membros de facções criminosas que, nos últimos tempos, haviam tentado tumultuar o sistema penitenciário alagoano. Muitos deles fazem parte de grupos de extermínio. “Não podemos deixar que um grupo de vinte pessoas seja capaz de desestabilizar todo um sistema”, disse Carlos Luna, superintendente-geral de Administração Penitenciária, ligada à Secretaria de Estado da Defesa Social, em nota.
As operações estão sendo realizadas em um avião cedido pela Polícia Federal e conta com a participação das forças de segurança e agentes penitenciários federais, ligados ao Depen. Nos próximos dias serão realizadas transferências de antigos hóspedes do sistema carcerário federal que exigem planejamento redobrado das autoridades. Entre os nomes confirmados está o do traficante Luiz Fernando da Costa, mais conhecido como Fernandinho Beira-Mar. Preso desde 2006 no sistema federal, atualmente em Porto Velho (RO), ele teve recentemente um pedido negado, no Supremo Tribunal Federal, para retornar à penitenciária Bangu I, no Rio. O traficante já passou pelas quatro unidades federais e por vários estabelecimentos estaduais, inclusive a Papuda, em Brasília.
As informações são do Correio Braziliense








