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“Traição altíssima”: O desabafo de Lula na relação com Toffoli

O clima nos corredores do Palácio do Planalto é de absoluta fervura e o alvo tem nome e sobrenome: Dias Toffoli. Segundo informações apuradas pela colunista Clarissa Oliveira, da CNN Brasil, o sentimento que transborda do círculo mais íntimo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma mistura de decepção profunda e revolta, com aliados utilizando termos ácidos, e até palavrões, para descrever a conduta do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para Lula, o cenário atual não é apenas um revés político, mas uma sinalização de ruptura definitiva com o magistrado que ele mesmo alçou à mais alta Corte do país.

Relatos colhidos sob forte reserva indicam que o presidente utiliza a expressão “traição altíssima” para definir o momento. O incômodo é potencializado pelo fato de que ambos haviam acabado de ensaiar uma reaproximação após anos de um distanciamento.

Vale lembrar que a primeira grande rachadura nessa aliança ocorreu em um dos momentos mais dramáticos da vida do petista: quando Toffoli, então na presidência do STF, impediu Lula de comparecer ao velório de seu irmão, Vavá, enquanto o ex-presidente estava preso em Curitiba.

O perdão concedido recentemente parece ter evaporado diante dos novos desdobramentos.

O epicentro da crise atual é o “Caso Master”. No entorno do governo, a avaliação é de que a sucessão de eventos e as decisões polêmicas de Toffoli criaram um problema logístico e de imagem desnecessário para uma gestão que já encara o início de uma campanha eleitoral prevista para ser brutal.

Petistas próximos ao presidente insistem que o ponto central não é um prejulgamento do magistrado, mantendo o discurso oficial de defesa da presunção de inocência, mas sim a forma como ele geriu a crise e sua insistência em permanecer na relatoria do processo por tanto tempo.

Essa persistência de Toffoli é vista pelo Planalto como um agravante que expõe o governo e o próprio Judiciário a um desgaste evitável.

Com a temperatura política subindo e a confiança minguando, o que se vê agora é o desmoronamento de uma ponte que levou décadas para ser construída e que, ao que tudo indica, não suportará o peso das recentes controvérsias judiciais.

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