A batalha por políticas que favoreçam pessoas diabéticas tem amplos aspectos, pois a sociedade em geral, ainda precisa de despertamento, informação e em alguns casos, legislação que garantam direitos baseados em necessidades reais.
Como exemplo importante, citamos a aprovação recente de um projeto de lei no Estado do Paraná, o PL 763/2023 que foi aprovado no último dia 15, garantindo prioridade no atendimento de pessoas diabéticas quando estas precisarem realizar exames que exijam jejum.
Este atendimento preferencial, no Paraná, será estendido a hospitais, clínicas, laboratórios de exames e postos de saúde, em caráter público ou privado.
Para ter direito ao atendimento preferencial será necessário comprovar através de documentos que a pessoa é diabética.
Isso não é um privilégio e precisa ser estendido por todo território brasileiro, pois a questão alimentar é fundamental para o controle glicêmico, e este é um daqueles pontos que parece simples, mas para o diabético é fundamental.
Entre outras questões que envolvem as consequências da doença na vida, a luta das famílias e pessoas com diabetes tipo 1, para que esta seja classificada como deficiência não acabou com o veto presidencial e será pauta insistente até que o não funcionamento de um órgão, como pâncreas, na produção de insulina, seja entendido como algo que afeta de maneira singular a existência da pessoa e da família.
Apesar de sentirmos que o nosso país ainda carece ser civilizado em vários aspectos, inclusive em relação a este tema, a esperança de sensibilizar e educar a sociedade para as lides com pessoas diabéticas não pode nos abandonar jamais.
Cada um pode colaborar para diminuir a ignorância de um modo, e os parlamentares precisam ser cobrados no exercício da função para abrir caminhos legais que beneficiem os que precisam.





