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Toffoli reage a suspeitas de espionagem no STF

O clima de desconfiança que assombra o Supremo Tribunal Federal ganhou um novo capítulo de tensão nesta sexta-feira (13).

O ministro Dias Toffoli quebrou o silêncio e classificou como “absolutamente inverídica” a suspeita de que teria gravado clandestinamente a reunião sigilosa que selou sua saída da relatoria do caso Banco Master.

A declaração, dada à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, surge como uma tentativa de estancar uma crise sem precedentes na Corte.

A suspeita de um “grampo interno” implodiu nos bastidores após o site Poder360 publicar, na madrugada de hoje, transcrições literais de diálogos ocorridos na sessão reservada de quinta-feira (12).

Para muitos magistrados, a precisão das falas não deixa dúvidas de que houve um registro em áudio, e o dedo foi apontado diretamente para Toffoli.

Ministros relataram perplexidade e desconforto, argumentando que os trechos vazados foram selecionados estrategicamente para favorecer a imagem de Toffoli, omitindo a complexidade das críticas feitas durante as três horas de debate.

Indignado, Toffoli rebateu as insinuações com veemência, apelando para seu histórico de discrição.

“Quem me conhece sabe que sou absolutamente discreto e mal converso com a imprensa”, afirmou o ministro, reforçando que nunca gravou uma conversa em toda a sua vida, seja ela pessoal ou institucional.

Ele disse desconhecer a origem de tal suspeita, embora colegas de tribunal tenham chegado a encaminhar a reportagem diretamente a ele como uma forma de cobrança.

O episódio deixa o STF em uma encruzilhada institucional. Se de um lado o ministro nega qualquer envolvimento com o vazamento, do outro, o corpo de magistrados se sente vulnerável e traído por uma exposição que fere o caráter reservado das decisões mais sensíveis do país.

O “caso Master” agora parece ser o de menos diante da quebra de confiança que ameaça paralisar a harmonia entre as becas.

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