Thiago Pinheiro é advogado e escritor
Os tempos são outros, advogados agora são personagens de redes sociais. Alguns gastam o dia a produzir “conteúdo” para gerar engajamento. E se frustram.
Animados pela ideia de fazer marketing, expõem dolorosamente a fragilidade a que estão submersos. Quanto mais tentam parecer criativos, mais necessitados eles aparentam estar.
Há os que só produzem riqueza, apresentam bons pratos e bebidas sofisticadas, além de viagens programadas para os seguidores.
São lugares incríveis, mas o profissional não curte o momento, viaja apenas para ser curtido e invejado.
Uns tentam produzir vídeos “engraçados”, sem nenhum talento cômico, restando uma cena deprimente e empobrecida. Outros, não atuando nos casos de grande repercussão, comentam, discutem e emitem opiniões a fim de pegar carona na dimensão do caso repercutido.
Estão esquecendo de estudar, preparar-se com compromisso e entender que nosso marketing ainda se encontra na qualificação que resolve casos e nos anuncia para o mundo, viabilizando um crescimento sólido.
Quando eu vejo um advogado (a) produzindo muito nas redes, penso inversamente ao que ele (a) quer transmitir. Resta tempo para rede, falta tempo para estudar e trabalhar nos casos que, talvez, ainda restem.








