Teotonio e Collor: poderosos sim, mas rejeitados em Maceió

Tanto Rui Palmeira quanto Jeferson Morais fazem questão de não se esforçar para ter o chefe do Executivo Estadual no palanque

Collor e Teotonio Vilela Filho são caciques poderosos, a queda de braço dos dois promete ser uma guerra mais acirradas, nas urnas, nos últimos anos. Mas, ambos têm resistências para serem mostrados nos palanques.

Em Santana do Ipanema, o governador apoia o deputado estadual Marcus Ferreira (PSDB) na disputa ao município.

“Levamos uma vantagem de sete mil votos ao governador nas últimas eleições. Vale a pena levar o Téo ao palanque e mostrá-lo às pessoas de Santana”, disse Ferreira, que juntou PMDB, PSDB, PP, PSB, PRTB, PSDC, DEM e PPS em Santana. Conversa ainda com o PT da cidade.

Já conseguiu levar o chefe do Executivo a Santana, mas, para gerar impacto, tenta convencer os senadores Benedito de Lira (PP) e Renan Calheiros (PMDB) a aparecer no palanque da cidade.

Para neutralizar a “onda azul”, os coloridos mostram Collor.

Em Maceió, a lógica é invertida.

Tanto Rui Palmeira quanto Jeferson Morais fazem questão de não se esforçar para ter o chefe do Executivo Estadual no palanque. E evitam até que o governador cite os dois em lugares públicos. Pesquisas do Palácio República dos Palmares mostram que o funcionalismo público- com vasta penetração na capital- não apoia Vilela para nada, na política. Vota em Ronaldo Lessa.

Mas, para Lessa, o céu não é azul, como de brigadeiro, mas colorido, da tropa de choque do senador petebista. E Collor tem viço eleitoral na periferia mais pobre da capital. Mas, tem o desprezo da opinião pública- neste caso a classe média- e dos ricos, a começar dos herdeiros das usinas de açúcar e álcool.

Assim, o palanque na capital pode ter Collor e Teotonio. A depender do lugar e do público presente.

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