A bancada do PSol na Câmara dos Deputados solicitou a extinção dos chamados “kids pretos”, um grupo de elite do Exército Brasileiro, e a deputada Luciene Cavalcante (PSol-SP) pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) que investigue os gastos das Forças Armadas com esse grupo, envolvido na tentativa de golpe de estado em 2022.
A representação foi encaminhada ao presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, em 17 de dezembro. A deputada destacou que os “kids pretos” têm um “histórico significativo de apropriação de recursos públicos”, cujos impactos financeiros ainda não foram totalmente auditados.
Cavalcante argumenta que os recursos públicos utilizados por militares do grupo podem ter sido empregados em ações que ameaçaram a democracia brasileira, conforme indicado pelas investigações da Polícia Federal.
Ela enfatiza que a utilização desses recursos em atividades ligadas à tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023 agrava a questão do desvio de finalidade, vinculando o uso de dinheiro público a atos antidemocráticos.
A falta de transparência em relação a esses gastos e os indícios de envolvimento dos “kids pretos” nas investigações reforçam a necessidade de uma apuração rigorosa.
Os “kids pretos” são militares do Comando de Operações Especiais (Copesp) e receberam esse apelido devido aos gorros pretos que utilizam.
Recentemente, vários membros do grupo, como o general da reserva Mario Fernandes e oficiais como Helio Ferreira Lima e Rodrigo Bezerra Azevedo, foram investigados em relação aos eventos pós-eleitorais de 2022.
