O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) formalizou um pedido para que o TCU investigue indícios de funcionários fantasmas e favorecimento familiar no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A representação, assinada pelo subprocurador Lucas Rocha Furtado, foi enviada nesta quarta-feira (16/07) e se baseia em reportagens do Metrópoles e da Folha de S.Paulo.
De acordo com as denúncias, o gabinete de Motta teria contratado pessoas que não cumpriam jornada de trabalho, recebendo salários públicos indevidamente. Um dos casos mais emblemáticos é o da fisioterapeuta Gabriela Pagidis, lotada no gabinete desde 2017, mas que, na prática, trabalhava em duas clínicas particulares no Distrito Federal. Além dela, outras duas funcionárias, Louise Lacerda e Monique Magno, filhas de aliados do parlamentar, também são acusadas de serem “fantasmas”.
Nepotismo e mais de R$ 2,8 milhões em salários
A investigação aponta ainda que quatro parentes de Gabriela Pagidis — sua mãe, irmã, tia e primo — também foram contratados pelo gabinete. Juntos, os cinco receberam mais de R$ 2,8 milhões em salários públicos.
O subprocurador destacou que essas práticas violam os princípios constitucionais da administração pública (moralidade, eficiência e economicidade) e representam prejuízo ao erário. “Os fatos narrados evidenciam um grave descaso com a gestão dos recursos públicos, que são provenientes dos impostos pagos pelos cidadãos brasileiros”, afirmou Furtado no documento.
Pedidos do MP ao TCU
Entre as medidas solicitadas, estão:
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Investigação das irregularidades nas contratações.
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Tomada de Contas Especial para apurar danos e exigir a devolução dos valores recebidos indevidamente.
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Punições, como inabilitação de cargos públicos para os envolvidos.
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Encaminhamento ao MPF para apurar possível improbidade administrativa e crimes.
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Reforço nos controles internos da Câmara para evitar novos casos.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a revelação de que Ivanadja Velloso, chefe de gabinete de Motta, responde a uma ação de improbidade por movimentar a conta de um ex-funcionário que nunca trabalhou no Congresso.
Agora, o TCU deve decidir se abre uma investigação formal, o que pode levar a devolução de recursos, sanções administrativas e até ações judiciais contra os envolvidos.
Com informações do Metrópoles e Folha de S.Paulo (16/7).








