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Tarcizo Freire afundou nível do debate político em Arapiraca

O deputado estadual Tarcizo Freire (PP) protagonizou nesta sexta-feira um dos espetáculos mais deprimentes na política arapiraquense.

Agrediu e insultou a assistente social Lidiane Paes durante uma sessão na Câmara de Vereadores de Arapiraca, que discutia a realocação de vendedores ambulantes do Centro da cidade. Fez a mesma coisa com Rosa Lira, secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo. E para mostrar em público sua virilidade, disse às duas, em público, que tinha o “cunhão roxo”.

Tarcizo Freire perdeu as eleições para a Prefeitura de Arapiraca. Ficou em terceiro lugar.

Virou oposição.

O deputado quebrou um acordo que tinha com o deputado federal Arthur Lira (PP), que apoiou Fabiana Pessoa (Republicanos).

Fabiana era vice prefeita. Assumiu a administração municipal com a morte do prefeito, Rogério Teófilo (PSDB). Fabiana, esposa do deputado federal Severino Pessoa (Republicanos), tentou a reeleição. Ficou em segundo lugar. Ganhou Luciano Barbosa (MDB).

Tarcizo Freire saiu candidato para eleger o filho, Túlio Freire, à Câmara. Ele venceu.

A estratégia arriscada de Tarcizo Freire pode custar sua reeleição para a Assembleia, o único caminho que ele terá de seguir.

Porque em 2022 ele deve ajudar na reeleição de Arthur Lira.

A vitória do ano passado pode ser a derrota em 2022.

E os ataques feitos por ele na sessão da Câmara?

Terão poucas consequências, ao menos na Justiça, porque, apesar de ter o “cunhão roxo”, Tarcizo Freire está coberto pela imunidade parlamentar, o foro privilegiado.

Assim, fica mais fácil falar o que quer, sem “papas na língua”.

Ou não?

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