A possível filiação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao Partido Liberal (PL) está diretamente ligada ao plano político que ele pretende seguir em 2026. Segundo apuração da jornalista Julia Duailibi, do G1, aliados avaliam que, caso Tarcísio decida disputar a Presidência da República, a troca de partido será praticamente certa. Nesse cenário, ele deixaria o Republicanos, sigla à qual é filiado desde 2022, para se juntar ao PL, partido que foi base da candidatura de Jair Bolsonaro.
Por outro lado, se optar pela reeleição como governador de São Paulo, há grandes chances de permanecer no Republicanos. Essa permanência seria considerada mais confortável, permitindo que Tarcísio mantenha certa distância da família Bolsonaro e das polêmicas que envolvem o grupo. Além disso, ele é uma das principais lideranças do Republicanos e tem boa aceitação nas pesquisas de intenção de voto.
A discussão sobre sua filiação ganhou força após declarações públicas de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que afirmou que Tarcísio irá para o partido se for candidato à Presidência. Em resposta, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, também sinalizou apoio à candidatura presidencial de Tarcísio, caso o cenário político se confirme.
Embora Tarcísio afirme publicamente que seu foco é a reeleição, ele tem adotado um tom mais crítico ao governo federal e feito discursos com perfil de presidenciável. Em evento recente, defendeu a redução do número de ministérios e lançou o lema “40 anos em 4”, em referência ao ex-presidente Juscelino Kubitschek.
A decisão final sobre sua candidatura deve ser tomada até dezembro. Caso opte pela disputa presidencial, Tarcísio precisará deixar o governo estadual até abril de 2026, seis meses antes da eleição.








