A chegada a Pernambuco de grandes fabricantes de equipamentos para geração de energia eólica fez o Complexo Industrial Portuário de Suape ingressar na Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). Trata-se do primeiro porto brasileiro a fazer parte da entidade. O objetivo é estreitar ainda mais os laços com as empresas dessa área.
A filiação foi formalizada nesta quinta-feira (30), durante o segundo dia da Brazil Wind Power, maior evento do setor que ocorre até esta sexta-feira (31) no Rio de Janeiro. Além da feira, está sendo realizada no Centro de Convenções Sulamérica a 3ª Conferência Brazil Wind Power. O evento reúne mais de 150 expositores, 800 congressistas e três mil participantes. Suape participa pela primeira vez como expositor.
“Suape ter se tornado um membro da Abeeólica é muito importante para fortalecer um projeto do estado de ser um grande polo de produção de equipamentos para o setor. Saímos da posição de meros atratores de investimentos para nos consolidarmos como uma parcela significativa desse setor, que está crescendo bastante no Brasil”, comentou o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e presidente de Suape, Frederico Amâncio.
Segundo ele, a decisão de participar do evento foi muito acertada e a expectativa é que bons negócios sejam gerados. “O volume de contatos com as empresas foi excelente. Tivemos a oportunidade de conversar com todos os grandes fabricantes de equipamentos do Brasil e do mundo”, afirmou.
Já estão instaladas em Suape a Impsa, fabricante de aerogeradores, e a RM Eólica, que produz torres. A Iraeta, que irá produzir flanges eólicas, está em construção. Fechando a cadeia, a dinamarquesa LM Wind Power, que deve começar a ser construída ainda neste semestre, fabricará pás para turbinas eólicas em parceria com a Eolice.
Na quarta-feira (29), durante a cerimônia de abertura, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) Maurício Tolmasquim, disse que o parque eólico brasileiro chegará a 8 gigawatts (GW) de capacidade instalada de geração de energia até 2015. De acordo com ele, isso colocará o país entre os dez países que mais produzem energia a partir dos ventos. Hoje, essa capacidade é de 2 GW, ocupando a vigésima posição nesse ranking. O potencial eólico brasileiro é estimado em 300 GW.
As informações são do Diário de Pernambuco








