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STF torna ré mulher que insultou ministro Flávio Dino

Brasília (DF) 03/05/2023 Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, durante audiência Publica na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara Foto Lula Marques/ Agência Brasil.

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia contra Maria Shirlei Piontkievicz, acusada de hostilizar o ministro Flávio Dino durante um voo em São Luís (MA). Embora o julgamento tenha ocorrido em dezembro, o acórdão foi publicado na última sexta-feira (16) e encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta segunda-feira (19).

O episódio ocorreu quando o magistrado embarcava com destino a Brasília. Segundo a denúncia, Maria Shirlei, que é enfermeira e servidora pública no Paraná, entrou na aeronave gritando que o ambiente estava “contaminado” e que “não respeitava essa espécie de gente”. Relatos da assessoria do ministro indicam que ela tentou avançar contra Dino, sendo contida por seguranças, enquanto incitava outros passageiros ao apontar para o ministro e gritar: “o Dino está aqui”.

A conduta da passageira, que só cessou após intervenção da chefe de cabine e da Polícia Federal, resultou em acusações de injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança de transporte aéreo. O processo foi aberto no STF logo após o indiciamento pela PF, devido à prerrogativa de foro da vítima.

No julgamento da Primeira Turma, os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin votaram pelo recebimento da denúncia. O ministro Flávio Dino declarou-se impedido e não participou da votação, conforme rito jurídico padrão por ser a parte ofendida no caso. Com a decisão, Maria Shirlei passa oficialmente à condição de ré e responderá criminalmente pelas ofensas e pelo tumulto causado a bordo.

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