Estadão
O Supremo Tribunal Federal (STF) comunicou nesta segunda-feira, 9, ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) que não poderá dar acesso a pontos do inquérito da Operação Monte Carlo, que trata do envolvimento de parlamentares no esquema comandado pelo empresário de jogos de azar, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, por se tratar de assunto sigiloso, protegido por lei. A informação é do corregedor-geral do Senado, Vital do Rego (PMDB-PR), que se reuniu nesta segunda com Sarney e o líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros, para tratar da indicação do presidente do Conselho de Ética. Caberá ao conselho avaliar a abertura de processo contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), um dos suspeitos de envolvimento com Cachoeira.
O atual vice-presidente do Conselho, senador Jaime Campos (DEM-MT), alegou que se sente impedido de assumir a presidência do órgão para julgar Demóstenes, por se tratar de um ex-colega de partido.
Vital disse ter sido convidado por Renan para assumir a presidência do Conselho, mas antes quer analisar se pode permanecer na corregedoria. O presidente do Senado afirmou que o Conselho de Ética será instalado nesta terça-feira, 10, impreterivelmente.
Quanto a decisão do STF de negar acesso a informações do inquérito da Operação Monte Carlo, Vital do Rego disse que a mensagem será lida na tarde desta segunda em plenário.