O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi tomada após o descumprimento de restrições impostas anteriormente, como a proibição de uso de redes sociais e de comunicação indireta com apoiadores.
De acordo com a decisão, Bolsonaro teria utilizado perfis de aliados e familiares para divulgar mensagens consideradas ofensivas ao STF e que sugerem apoio à intervenção estrangeira no sistema judiciário brasileiro. As publicações ocorreram durante manifestações realizadas no fim de semana, nas quais o ex-presidente teria participado virtualmente por meio de vídeos e imagens compartilhadas por seus filhos e correligionários.
A ordem judicial estabelece que Bolsonaro permaneça em sua residência em Brasília, sem acesso a redes sociais e com visitas restritas a familiares próximos e advogados. Além disso, todos os aparelhos eletrônicos encontrados no local deverão ser recolhidos pelas autoridades.
A defesa do ex-presidente nega qualquer violação das medidas cautelares e afirma que ele não tem controle sobre o conteúdo publicado por terceiros. No entanto, o STF entendeu que houve tentativa de burlar as restrições impostas, o que justificou a adoção da prisão domiciliar.






