Débora Rodrigues dos Santos, cabeleireira de 39 anos, tornou-se um dos rostos mais conhecidos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Durante as manifestações, ela foi flagrada pichando a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, localizada em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). A frase, que havia sido usada anteriormente pelo ministro Luís Roberto Barroso em um contexto político, tornou-se um símbolo controverso do episódio.
Débora foi presa preventivamente em março de 2023, no âmbito da Operação Lesa Pátria, e enfrenta acusações graves, incluindo associação criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e deterioração de patrimônio tombado. Em sua defesa, Débora afirmou que não tinha intenção de participar de atos violentos ou de desrespeitar o Estado Democrático de Direito. “Eu sou uma cidadã de bem”, declarou ela em depoimento, enfatizando que sua participação foi motivada por um desejo de buscar explicações sobre o resultado das eleições de 2022, que ela considerava controverso.
Em uma carta enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, Débora expressou arrependimento por suas ações. Ela afirmou que não tinha conhecimento do valor simbólico e financeiro da estátua e que agiu “no calor do momento”. A cabeleireira também destacou o impacto de sua prisão em sua vida pessoal, mencionando que seus dois filhos menores de idade estão sofrendo com sua ausência.
Apesar de sua defesa, a Procuradoria-Geral da República apresentou provas que indicam a participação ativa de Débora nos atos golpistas, incluindo sua presença em acampamentos em frente a quartéis e a tentativa de apagar evidências de seu envolvimento. O julgamento no STF segue em andamento, com a possibilidade de uma pena de até 14 anos de prisão.








