Sistema prisional de Maceió está ‘estrangulado’ e não pode receber presos de Arapiraca, diz corregedor

Celas que deveriam ser ocupadas por quatro presos, atualmente são estão dezesseis. Com a possibilidade de transferência, serão mais 207 que se juntarão aos detentos que vivem em condições subumanas, o que foi constatado em diversas vistorias realizadas pela justiça

O corregedor do Tribunal de Justiça, desembargador James Magalhães, disse- em coletiva nesta segunda-feira- que o sistema prisional de Maceió “está estragulado” e não tem condições de receber os quase 200 presos de Arapiraca, do presídio Desembagador Luis Oliveira, que fica ao lado da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Por contas de fugas do sistema prisional, as aulas na universidade foram suspensas.

“O sistema prisional em Maceió já está estrangulado e é deficiente. Fazer a remoção de um lugar para o outro é apenas aumentar ainda mais a superlotação. Para que isso aconteça são necessárias que diversas medidas sejam adotadas pelo Governo”, disse Magalhães.

Celas que deveriam ser ocupadas por quatro presos, atualmente são estão dezesseis. Com a possibilidade de transferência, serão mais 207 que se juntarão aos detentos que vivem em condições subumanas, o que foi constatado em diversas vistorias realizadas pela justiça.

“O Governo já anunciou medidas paliativa para reduzir a questão no Baldomero Cavalcanti. Considero que os ‘remendos’ sejam importantes neste primeiro momento, mas é necessário que medidas mais concisas sejam adotadas.Todos sabem que há deficiência no sistema. Para que os presos venham de Arapiraca, o Executivo precisa fazer reformas e reativas pavilhões no Baldomero, o que aumentaria a capacidade do presídio”, disse Magalhães. Ele se reúne na tarde desta segunda-feira com o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).

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