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Síria quer Brasil e outros países ‘neutros’ em conflito

Folha

A Síria quer o Brasil e outros países que considera “neutros” na missão de observadores internacionais encarregada de verificar o cessar-fogo entre governo e oposicionistas.

Em visita à China, um dos principais aliados de Damasco, o chanceler sírio, Walid Moallem, rejeitou nesta quarta-feira os planos da ONU de mandar helicópteros para a operação.

O envio de observadores faz parte de um plano internacional intermediado pela ONU para tentar por fim à violência que já deixou mais de 9 mil mortos em 13 meses de revolta contra o regime.

Muallem também descartou a ampliação da missão de observadores além dos 250 já acordados, contrariando o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que levantou a idéia.

O chanceler sírio afirmou ainda que os observadores devem ser de países “neutros”, e citou os integrantes do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

O grupo avançado de seis monitores da ONU que está na Síria desde domingo tem um militar brasileiro. Eles voltaram ontem a campo para inspecionar o cessar-fogo e quase se viram num fogo cruzado.

Segundo ativistas, pouco depois da visita dos monitores dos monitores ao bairro de Arbin, na periferia de Damasco, forças de segurança atiraram em manifestantes para dispersar o protesto.

Houve ainda relatos de novos bombardeios do regime a focos rebeldes na cidade de Homs (centro).

Do outro lado, a agência estatal Sana noticiou que seis militares morreram na explosão de uma bomba plantada por “grupos terroristas” em Idlib (norte).

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