Nós que nos regozijamos com o avanço humanitário sobre as convenções e os interesses imperialistas, também celebramos a diminuição dos rigores formais sobre as concepções de fé e manutenção de dogmas religiosos.
Por esta razão, mais uma vez, louvamos o indicativo de evolução católica, quando começa a admitir ordenação de padres casados para atuarem em regiões isoladas da Amazônia, onde o catolicismo já perdeu terreno para o evangelismo há muito tempo; e uma das principais forças dos evangélicos é que seus pastores não são celibatários, portanto, podem adentrar os rincões com suas próprias famílias.
Obviamente que esta questão não é abordada, ficando apenas na constatação da imensa dificuldade que a Igreja Católica possui agora para levar a fé que professa a todos os cantos do país.
O Sínodo da Amazônia levantou duas possibilidades inovadoras: “padres não-convencionais” – que seriam homens mais velhos casados, e “padres de proximidade”, uma espécie de trabalhador católico com turno específico para a igreja, mas com exercício profissional “mundano” normal, neste caso poderia ser casado ou não, pois o foco seria suprir a carência de sacerdotes na região.
Os bispos que participam do Sínodo votarão a proposta no próximo sábado 26, se realmente se confirmar aquilo que disseram os jornais franceses Le Fígaro e La Croix, também reproduzido pela Carta Capital, sobre a inovação.
Vale ressaltar que a medida se restringe aos territórios isolados da Amazônia, mas não deixará de impactar os fiéis católicos, mais apegados às tradições do que mesmo às necessidades de reformulações que o avanço dos tempos sempre haverá de fazer surgir.
No final, o Papa Francisco haverá de divulgar o resultado apenas em meados de 2020, de modo oficial. De acordo com a informação veiculada pela Carta Capital, os bispos africanos seriam os mais resistentes à abertura proposta.
De cá, como simples mortais, nós do blog fazemos coro com as vozes progressistas, que reconhecem o amor de Deus em todas as expressões de vida, inclusive no ato sexual.





