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Sindipol pede interdição de delegacias em três cidades

O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas pediu a interdição das delegacias em Cacimbinhas, Ouro Branco e Delmiro Gouveia. Nas cidades, presos e funcionários convivem em condições subhumanas e superlotação de presos.

De acordo com o sindicato, a delegacia de Cacimbinhas funciona em um prédio pequeno com salas apertadas em precária condição. As paredes apresentam rachaduras, vazamentos, infiltrações e mofos. O sindicato encontrou dez presos em uma carceragem com capacidade para seis.

A delegacia não possui um muro, aumentando o risco de fugas. A maioria dos detentos é de outras cidades, como Arapiraca, Palmeira dos Índios e Quebrangulo. Os banheiros da carceragem estão sem vaso sanitário e chuveiro.

O terreno da delegacia está cheio de lixo. A fossa está quebrada e o mau cheiro se espalha pelo local. Os detentos reclamam das condições de higiene e revelam que estão adoecendo no local devido às condições insalubres. O preso Fábio Nascimento da Silva está há vários dias com o rosto inchado e sem atendimento odontológico. A delegacia recebe apenas R$ 40,00 por mês para alimentação de cada preso. Eles reclamam da falta de comida no local.

“A delegacia possui dois coletes à prova de balas. Há carência de pessoal, apenas dois policiais estão à disposição diariamente para atender presos e a população. As celas ficam localizadas próximas da cozinha e do alojamento, tirando a privacidade e representando perigo aos policiais civis”, disse o sindicato.

Segundo o juiz da Comarca de Cacimbinhas, Edvaldo Landeose, os dez detentos são de outros municípios.

 

Na delegacia de Delmiro Gouveia, as paredes apresentam rachaduras, vazamentos, infiltrações e mofos. São 45 detentos em situação insalubre. Muitos deles reclamam que estão detidos há quase três anos e não foram ouvidos pela Justiça.

Eles reclamam dos banheiros da carceragem que estão sem o vaso sanitário e sem o chuveiro. Revelam que tomam banho em um tanque precário e sujo.

Há carência de efetivo para prestar segurança na cidade. São apenas cinco policiais para atendimento.

“Nos alojamentos, as camas estão quebradas, e os colchões velhos e mofados. As mobílias estão em estado precário e são insuficientes para o uso diário. A fiação dos computadores está exposta, correndo risco iminente de incêndio”, disse o sindicato.

Em Ouro Branco, a delegacia está superlotada- 16 presos em um espaço que deveria abrigar apenas seis. A maioria dos detentos é de outros municípios como Santana do Ipanema e Maravilha.

A casa, em que funciona a delegacia, é pequena e não possui mecanismo de segurança, com um muro, o que torna evidente o risco de fugas. A parede da carceragem, que possui aberturas para ventilação, fica ao lado de uma rua, o que torna toda a estrutura vulnerável.

O alojamento do delegado está localizado próximo à carceragem. E o alojamento dos policiais é precário, e não possui condicionador de ar. As camas os colchões estão velhas. As mobílias da delegacia apresentam defeitos e são insuficientes para o uso diário dos policiais e população.

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