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Sindicato pede prisão de reitora da UFAL, que acha medida ‘descabida’

Marcelo Palmeira se reuniu com Valéria Correia, Reitora da Ufal, para apresentar o projeto do Hospital Materno Infantil. Foto: Pei Fon/ Secom Maceió

O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal) pediu a prisão da reitora da Ufal, Valéria Correia, do vice-reitor, José Vieira, e outros funcionários ligados à administração de pessoal da universidade.

A alegação é de descumprimento de ordem judicial.

Decisão do Tribunal de Contas da União suspendeu o pagamento de parte dos salários de professores e funcionários da universidade.

As discussões jurídicas dividem os sindicatos que representam professores, trabalhadores e a reitoria.

E o Sintufal conseguiu uma liminar para o pagamento destas rubricas.

A reitora, segundo a petição do sindicato, “informa que já concluiu o
cadastramento dos servidores para a inserção das rubricas judiciais”.

O Sintufal fala em manobra da reitora e sua equipe.

Ao blog, Valéria Correia negou.

“A Advocacia Geral da União tem de nos informar os procedimentos para o cumprimento desta liminar e isso não aconteceu”.

“A prisão é descabida. Soa uma criminalização de reitores das universidades, que acontece desde a era Michel Temer”.

“Como se pode pedir a prisão de uma reitora que defende o direito dos trabalhadores?”

Valéria Correia disse estar tranquila. A procuradoria da UFAL estuda medidas judiciais.

Um dos mais próximos assessores da reitora, Thiago Leandro, fez um longo desabafo nas redes sociais.

“Na história do sindicalismo brasileiro é difícil encontrar um ato
deste nível”

E lembrou que a reitora foi uma das únicas no país a denunciar o golpe que gerou o impeachment de Dilma Rousseff em 2016 e colocou-se contrária ao teto de gastos do Governo Federal, aprovado na era Temer.

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