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Silêncios e notas de repúdio não adiantam mais contra Bolsonaro

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, chama os ministros do STF de vagabundos, em uma reunião com a presença de Jair Bolsonaro.

Em clima de normalidade, o ministro segue no cargo e o presidente da República faz ouvido de mercador.

Incluído na lista suja do ministro da Educação, Luis Roberto Barroso assume a presidência do TSE.

Entre os convidados está Jair Bolsonaro.

Globo, Folha de São Paulo e Bandeirantes decidem não mais deixarem seus repórteres cobrirem o “cercadinho” de Bolsonaro, no Alvorada.

Porque eles não podem garantir a segurança dos jornalistas, atacados pela claque presidencial, por enquanto com palavras.

Jair Bolsonaro se convida para uma visita a Augusto Aras, procurador-Geral da República.

Aras é quem vai denunciar- ou engavetar – a acusação, contra Bolsonaro, de interferir na autonomia da Polícia Federal.

Para ministros do STF, Bolsonaro pressiona Aras.

E precisa? Todas as pedras em Brasília sabem que o chefe da PGR não vai denunciar Bolsonaro.

As instituições parecem ser esforçar para tratar como normal a aberração.

Bolsonaro não é somente um presidente de extrema direita que deseja implantar um regime de exceção no Brasil em meio a uma pandemia, cuja pilha de mortos nem sequer é tratada com o devido respeito pelo chefe do Executivo.

Bolsonaro conta com um beneplácito incomum, um silêncio exagerado- sem incluir por óbvio a OAB nacional e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Está provado que notas oficiais não adiantam mais.

Omissão também não.

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