Silêncio de Michelle e Bolsonaro na PF foi embasado por parecer da PGR

O presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, participam do lançamento do Canal Educação e do Canal Libras, no Palácio do Planalto.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Fabio Wajngarten, Marcelo Câmara, Mauro Cid, Mauro Lourena Cid e Osmar Crivelatti foram convocados para prestar depoimentos simultâneos na Polícia Federal. No entanto, apenas Mauro Cid e seu pai, o general Lourena Cid, falaram em Brasília, enquanto Frederick Wassef prestou depoimento por videoconferência em São Paulo.

A defesa do casal Bolsonaro alegou que os esclarecimentos já foram prestados anteriormente por Bolsonaro e que o Supremo Tribunal Federal não foi reconhecido pela Procuradoria-Geral da República como competente para julgar o caso. A investigação envolve a suspeita de que a venda ilegal de presentes tenha resultado em dinheiro em espécie para Bolsonaro, e Michelle Bolsonaro será questionada sobre o desaparecimento de um presente.

O objetivo da convocação simultânea dos depoimentos foi evitar que os investigados combinem suas versões.

O Silêncio

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro justificou seu silêncio durante o depoimento na Polícia Federal sobre o caso das joias com base em um parecer da ex-vice-procuradora-Geral da República Lindôra Maria de Araújo.

No parecer, Lindôra solicitou o declínio de competência das investigações para a primeira instância, argumentando que nenhum dos investigados ocupava cargo com foro privilegiado na época dos supostos delitos. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, não analisou o parecer em sua decisão.

A PGR também reproduziu as justificativas para o envio do inquérito ao STF, mas Lindôra considerou que os pontos de conexão feitos pela Polícia Federal foram apenas uma tentativa de justificar a competência do STF.

A defesa de Bolsonaro e Michelle citou a posição da PGR e defendeu a competência em São Paulo, onde as primeiras investigações foram iniciadas. A PF está investigando a suspeita de venda ilegal de presentes destinados a Bolsonaro.

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