Senado aprova desconto de 99% das dívidas do Fies; Lula deve sancionar

O Senado aprovou desconto de 99% das dívidas do Fundo do Financiamento Estudantil (Fies).

O desconto fará parte do Desenrola Brasil. E teve articulação de Rodrigo Cunha (Podemos).

A proposta vai agora à sanção presidencial. Segundo o texto, o novo refinanciamento terá três possibilidades: inadimplentes com mais de 90 dias de dívida terão 12% desconto no débito do Fies com possibilidade de pagamento em 150x sem juros e multas; para quem deve há mais de 360 dias e está inscrito no CadÚnico haverá 99% de desconto do valor total; e para quem está com as parcelas atrasadas por mais de 360 dias e não está no CadÚnico, o desconto será de 77% de desconto do valor final.

“Finalmente conseguimos fazer justiça e aprovar um projeto que trará alívio para milhares de pessoas que realizaram o sonho da formatura na faculdade, mas viram este sonho se tornar pesadelo com dívidas impagáveis. Quem optou pelo Fies não pode ser punido com um débito eterno, abusivo e sem fim. Vamos aguardar e cobrar a sanção da presidência e garantir o direito à negociação e pagamento justo para inúmeras pessoas que hoje são reféns da dívida do Fies. Os descontos serão de até 99% e todos precisam ser beneficiados”, declarou Rodrigo Cunha.

Até o primeiro semestre de 2023, o governo federal tinha R$ 11,3 bilhões em parcelas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que já deveriam ter sido pagas, mas que estavam em atraso. Dos quase 1,9 milhão de ex-estudantes que já estavam na fase de pagamento das parcelas, a chamada amortização, um total de 53,7% estava com a dívida atrasada há mais de três meses. Muitos ex-estudantes, inclusive, acumulam décadas de débitos e de impossibilidade de negociação justa.

Com assessoria

Uma resposta

  1. Esperando a sanção do ilustrissimo presidente, infelizmente os necessitados vão ficando pra trás nas decisões dos poderosos deste país, o mesmo sofrimento com as ações do FGTS, deixam se arrastar por anos pra alegar que não podem onerar a caixa, o governo…STF elitista e sem respeito ao cidadão

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