Assassinatos no bairro do Clima Bom, em Maceió, preocupam alunos, professores e funcionários nas escolas do município. Foram seis mortos, só este ano.
A violência urbana sempre esteve na pauta das escolas, sejam elas do município ou do Estado, principalmente em bairros periféricos e cercados de riscos.
Um deles? O Clima Bom.
Mas uma recomendação do Ministério Público Estadual impôs a implantação do ponto eletrônico nas escolas municipais da capital. Funcionários informam que, à noite, eles são obrigados a largar às 22 horas, seguindo o ponto. Antes existia um acordo “de boca” com os diretores, permitindo que todos largassem mais cedo, por causa dos riscos.
A Semed informou ao Repórter Nordeste que cada caso é um caso. Mas para melhorar a segurança nas escolas, implantou videomonitoramento, fez parceria com a Guarda Municipal e inicia rondas com equipes da Guarda do Patrulha Escolar, em viaturas exclusivas.
“A pasta também mantém contato permanente com a Segurança Pública do Estado, sendo informada que a pasta (SSP-AL) já vem atuando com mais ênfase nesses bairros. Já a Polícia Militar informou que está em andamento a capacitação dos novos soldados que irão compor as Bases Comunitárias da PM e que será verificado, junto ao Batalhão Escolar, as estratégias para o reforço na segurança nessas localidades”, disse a Semed.
Sobre o ponto eletrônico e as áreas disse que “é fundamental respeitar a singularidade de cada situação e buscar soluções adequadas para garantir um ambiente de trabalho seguro em locais que possam apresentar desafios adicionais, como bairros considerados mais vulneráveis”. Acolhe ainda as demandas específicas “levando em consideração a segurança e bem-estar de todos os profissionais da educação”.
Faz ainda reuniões diárias com os diretores e o corpo técnico, “valorizando a comunicação aberta e transparente entre gestores, diretores, professores, servidores e demais membros da equipe escolar” e que “cabe ao diretor, no exercício de suas atribuições e de acordo com as políticas e diretrizes da Semed, avaliar a necessidade de enviar justificativas para eventuais quebras de regras, como a saída antecipada de professores e servidores em situações de risco, falta de água, energia e outros”.


