Sem regime semi-aberto, Alagoas monitora acusados de assassinato com tornozeleira eletrônica

Alguns têm o equipamento- monitorado por satélite, em um sistema israelita- como o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante- acusado de chefiar a Gangue Fardada, organização criminosa bancada por usineiros e políticos, para eliminar desafetos

Sem regime semi-aberto há cinco anos- extinto por não oferecer condições aos presos em progressão de pena- o Judiciário de Alagoas adota a estratégia da “tornozeleira eletrônica”, mas não há condições de atender a demanda. O Estado tem 770 presos no semi-aberto- e não tem dinheiro para construir novos presídios.

O próprio Judiciário admite: não há condições de todos os presos serem atendidos pelo regime, no uso da tornozeleira.

Alguns têm o equipamento- monitorado por satélite, em um sistema israelita-  como o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante- acusado de chefiar a Gangue Fardada, organização criminosa bancada por usineiros e políticos, para eliminar desafetos.

Outro é o delegado Francisco Tenório. Preso por assassinato, Tenório foi solto e usa tornozeleira. Nesta quarta-feira, ele vira sub-delegado de Acidentes de Trânsito.

Cavalcante é acusado em pelo menos dez crimes; Tenório responde a três assassinatos- foi preso em fevereiro do ano passado, logo após perder a imunidade parlamentar, por participar de um consórcio de deputados para matar o cabo José Gonçalvez, morto em um posto de gasolina na Via Expressa, em 1997.

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