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Sem aposentadoria, emprego e direitos humanos, o triste porvir.

Desde o golpe eles agem concatenados, estrategicamente alinhados a um projeto econômico parasitário, sugador de seivas humanas. Falar em humanidade se tornou balbúrdia.

Foram retirando sorrateiramente a auto-percepção dos desavisados, e aos poucos, o Brasil foi afetado pela diminuição do senso de coletividade.

Cidadania foi retirada da pauta.

Um presidente foi eleito sem debater com a sociedade.

Um plano de governo que só pontuava destruições foi vitorioso.

Como estaríamos em um “novo Brasil”?

Estamos em um Brasil antiquíssimo, arcaico, com gosto ruim de colonização em tempos de tecnologia da informação direcionando a engenharia da comunicação, levando mentiras aos quatro cantos.

Subversão da moral cristã, como assento para revestir o solo das maldades sociais. Nosso país caminha para o caos programado, com capacidade de afetação delimitada, pois seus geradores já começaram a ganhar mais sobre a dor real.

Aposentadoria se tornou discussão aleatória, quando a boca pede pão e o estômago ronca agora, tornando eficaz a ação do empobrecimento da nação. A fome é uma coleira.

Quando o ilegítimo rompeu os diques da dignidade com uma reforma trabalhista tosca, os gritos foram fracos, e agora os gemidos se resumirão ao chão comum, onde os reformistas sequer pisam.

Mas por certo, a tacada final vem com a retirada de recursos para os Mecanismos de Prevenção da Tortura, um feito que desperta a preocupação do mundo civilizado.

Quando os direitos humanos são perseguidos e enfraquecidos formalmente, o porvir escurece.

Já temos as vítimas, os algozes e as ações da necro-política em curso.

Não vai adiantar se recolher e orar, apenas. Nós precisamos de nós, ou nos calaremos para sempre.

Fortaleça um grupo de resistência.

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