Ícone do site Repórter Nordeste

Sem acordo sobre desastre em Alagoas, Tanure pode desistir da Braskem

O empresário Nelson Tanure pode abandonar sua proposta de aquisição da Braskem, maior petroquímica da América Latina, caso não consiga firmar um acordo abrangente com autoridades sobre o desastre ambiental causado pelo afundamento do solo em Maceió. A tragédia, atribuída às atividades de extração de sal-gema da Braskem desde os anos 1970, já levou a empresa a desembolsar cerca de R$ 13 bilhões em indenizações e medidas reparatórias.

As informações são de agências internacionais.

Tanure havia firmado um contrato de exclusividade de 90 dias com a Novonor (antiga Odebrecht), atual controladora da Braskem, para negociar a compra de sua participação na companhia. O prazo termina em 21 de agosto, mas até o momento não houve consenso sobre a responsabilização penal e financeira pelo desastre. Em nota à imprensa, o empresário afirmou que “um acordo com todas as entidades envolvidas no desastre de Alagoas é sine qua non”, deixando claro que não aceitará herdar passivos ambientais e judiciais.

Enquanto isso, a gestora IG4 Capital aguarda o fim do período de exclusividade para lançar uma oferta concorrente. A Petrobras, que também é acionista da Braskem, acompanha de perto as negociações e busca maior influência na gestão da empresa.

A indefinição sobre o futuro da Braskem ocorre em meio a outras movimentações estratégicas, como a possível venda de fábricas nos Estados Unidos para a Unipar, em um negócio estimado em US$ 1 bilhão.

Sair da versão mobile