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Seduc promete seguir modelo cambaleante em Alagoas

Os rentistas conseguiram impor um Banco Central independente, longe do Governo Federal e atendendo às expectativas do mercado.

Os empresários do turismo ganharam um mimo dos governadores alagoanos: uma secretaria própria, com orçamento público definido por eles mesmos e atendendo a interesses paroquiais mas com poder e voz no Executivo e Legislativo além de estofo, posição para se apresentar em Brasília.

Alagoas raramente teve indicados, para a Secretaria Estadual de Educação, gente do próprio setor. É verdade que professores ocupam cargos na Seduc mas também é verdade que parte deles nunca pisou numa sala de aula nem se compromete a atender demandas dos professores.

Indicados por deputados, vereadores etc fazem o jogo da liderança política. Não da política educacional. São burocratas. Ou melhor: Agiotas. Cobram o pouco que dão e ameaçam se o retorno for menos que o esperado.

Professores e técnicos nas escolas são os únicos representantes, muitas vezes, do setor público nas comunidades.

Nos conjuntos que cercam o Benedito Bentes, há casos de professores protegidos pelo tráfico em áreas onde a polícia, se entrar, leva bala.

O tráfico respeita mais o papel do professor que a Seduc. Tempos estranhos estes.

A Seduc assiste à “revolucionária” ideia de ver todas as escolas estaduais serem vendidas para a Alagoas Previdência, em troca de dinheiro para as contas do Governo, não para a Educação.

Não há sinais de que esse modo de funcionamento das coisas vá mudar. Porque a Seduc é responsável pelos piores índices na área. Algumas pequenas vitórias de professores são rapidamente tomadas pela própria secretaria. As derrotas vão para a conta das escolas. A trajetória é cambaleante.

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