A família Bolsonaro avança no Brasil caçando jornalistas nas redações – forçando até a demissão deles- por usarem a lógica nas análises do atual Governo.
Lógica que não inclui a fabricação de notícias falsas nem o incentivo a censura, como é comum nas tropas bolsonaristas
Como esse jornalismo brasileiro conta com o silêncio bastante acolhedor das instituições, vai vendo o avanço deste cenário anti-democrático:
Neste final de semana, a Secom da Presidência da República, representante destes tristes tempos, publica nota em defesa da “família Bolsonaro”- não do presidente nem do Governo, função dela- por matéria na revista Época sobre a coaching Heloísa Wolf, mulher do futuro embaixador, fritador de hambúrguer e atirador Eduardo Bolsonaro.
A Secom é a vitrine desse novo estágio do patronalismo brasileiro. Essa doença de quem acredita estar no poder público como uma posse nas mãos e os comandados aceitando com a passividade de quem olha para o poder não como uma instituição escolhida pelo povo e sim o abrigo de filhotes da ditadura.
É neste nível que a Secom presidencial busca desvalorizar o trabalho dos jornalistas. Quer ensinar jornalismo enquanto vira exemplo de um puxadinho para a família Bolsonaro transformar uma estrutura pública em franco-atiradora de garatujas.
Nível baixo, de arrancar lama do fundo do poço.
