Em todos os períodos históricos nos quais o fascismo uiva, a perseguição às artes e aos artistas críticos reaparece.
A inviabilidade cultural é instrumento político que aliena a sociedade de suas aspirações mais humanizadas, pois quebra a reunião do comum, da comunhão com as aspirações de beleza.
A arte é uma forma milenar de resistência e comunicação da insistência humana no mundo, mesmo quando a hostilidade grassa e desmonta os esquemas de sociabilidade já conquistados.
O intercâmbio humano com as artes abre vertentes conscientes e/ou inconscientes de identidade social, por isso é um alimento indispensável á subjetividade, que alcança o ser através do olhar, do tato, dos ouvidos, e pelos poros sensíveis, quando a beleza se torna parte da cotidianidade.
A nova direita populista mundial, resumida em extrema direita, esvazia suas propostas de mundo de todo teor harmônico da arte livre, propulsora de libido existencial, para sufocar conceitos em moralismos opressores, com vistas à construção de uma sociedade reprimida e repressora, que nega a liberdade do pensamento, da criação e da expressão diversa do ser.
Vestida de um senso arcaico de cartilhas comportamentais, em tudo aponta degradação, menos em sua autofagia.
Neste cenário que envolve o Brasil de modo singular, após a eclosão fascista contemporânea, ser artista é mergulhar em um legado de resistência!
Se você também comunga deste sentimento, apoie e valorize as artes, abraçando artistas e suas criações. Comunique-se com a beleza e fortaleça a liberdade criativa. Pois se o fascismo odeia as artes, nós as amamos!





