O Governo espera para o final de março- início de abril- o início da entrada de recursos de uma linha de crédito especial (considerada pelo secretário da Fazenda George Santoro “barata e boa”) dos bancos aos usineiros.
Em Alagoas, a injeção é de um bilhão de reais.
E para quê garantir recursos aos usineiros?.
De acordo com Santoro, para que eles enfrentem a crise e uma projeção de queda do PIB com pagamento dos fornecedores, geração de empregos e a preparação da indústria para a safra.
E quem vai pagar a dívida das usinas com os bancos?
Responde o secretário: as próprias usinas.
Significa risco zero dos cofres do Estado assumirem o pagamento, por exemplo, reduzindo o ICMS para o setor, como tantas vezes Alagoas fez no passado.
Santoro ainda não tem uma projeção mas acredita que as usinas, voltando a moer, vão diminuir a possibilidade de demissão em massa no campo- fenômeno que se repete todos os anos, colocando Alagoas na liderança nacional em desemprego.
E injetar dinheiro em impostos com o dólar a quatro reais.
Para funcionar, o acordo depende da parte dos usineiros.
Ou seja: eles pagarem suas dívidas com os fornecedores.
Pode ser óbvio mas o setor historicamente trabalha entre o calote e a espera do poder público em resolver seus problemas.
George Santoro acredita que tudo será diferente.



