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Santo Antonio: identidade cultural, tradição e fé

Tenho uma certa dó dessa geração alienada de suas raízes pela força da cultura do consumo efêmero e voraz, que não permite tempo gasto com coisas antigas, mesmo que estas sejam preciosas à nossa memória afetiva e constructo identitário.

Santo Antonio é mais do que o casamenteiro das festas locais, é também a base das nossas alegres configurações de um passado mesclado por ingenuidades gostosas, onde as simpatias alegravam noites e fogueiras, selando elos de afeto entre vizinhos e chegados.

A tradição católica nos conta belas histórias do santo capaz de movimentar o fenômeno da ubiquidade pela boa causa a qual devotou sua vida.

Entre os três homenageados de junho, é aquele que abre as festividades abençoando as relações de amor humano, que também são expressões do amor de Deus na terra.

Meu carinho pelas tradições criam fortes elos identitários com a história das gentes entre as quais estou incluída. Tenho assim,história vivida, e em nome dessa referência jamais esqueça de ecoar um “Viva a Santo Antonio” como ato de legítima fé.

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