Safadão vence líder do MBL na Justiça após acusações

O cantor Wesley Safadão rompeu o silêncio sobre as recentes polêmicas envolvendo a contratação de seus shows com recursos públicos, afirmando estar com a “consciência tranquila”.

Em entrevista ao portal G1, o artista defendeu a legitimidade de seu trabalho, negando qualquer irregularidade nas apresentações custeadas por prefeituras.

A declaração ocorre logo após o músico obter uma vitória na Justiça do Ceará contra o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à Presidência, Renan Santos, que o havia classificado como um “ícone da corrupção” em redes sociais.

Para Safadão, o debate sobre os valores de seus cachês ganha contornos desproporcionais devido ao cenário eleitoral, pontuando que, em anos de votação, temas profissionais acabam sendo politizados.

O cantor argumentou que não existe “artista caro”, mas sim profissionais que entregam ou não o retorno esperado, ressaltando que as contratações ocorrem de forma espontânea por parte dos municípios.

O artista enfatizou que o foco de sua equipe permanece na execução do trabalho artístico, sem qualquer pressão sobre os contratantes, e que se sente em paz com sua trajetória de anos de carreira.

O embate jurídico que motivou o posicionamento do cantor teve um desfecho favorável no fim de abril.

A Justiça cearense determinou que Renan Santos removesse, em um prazo de 24 horas, conteúdos publicados em março de 2026 nos quais acusava o músico de liderar esquemas ilícitos e ter ligações com organizações criminosas.

No vídeo em questão, o político afirmava que Safadão teria faturado R$ 52 milhões em contratos com prefeituras do Nordeste entre 2024 e 2025.

Caso a ordem de exclusão seja descumprida, o pré-candidato está sujeito a uma multa diária de R$ 5 mil.

Na decisão, o juiz Gerardo Magelo Facundo Junior fundamentou que a liberdade de expressão não é um direito absoluto e não autoriza a imputação falsa de crimes sem provas mínimas.

O magistrado destacou que as publicações de Renan Santos configuravam uma “campanha de execração” pública, ultrapassando o limite da crítica política para atingir diretamente a honra e a imagem profissional do artista.

Segundo a sentença, a divulgação de afirmações categóricas de prática criminosa sem respaldo fere a dignidade de terceiros, justificando a intervenção do Judiciário para proteger a reputação do cantor.

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