A informação da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas de que jovens desaparecidos na rota dos Milagres tinham envolvimento com tráfico de drogas e o crime organizado é rechaçada pelas famílias.
Ouvidas pela Folha de São Paulo, sob anonimato, as famílias dizem que os jovens trabalhavam, portanto tinham certificado de nada consta na Justiça. Portanto descartam o envolvimento em crimes.
Cinco famílias ouvidas pela Folha reclamam da falta de apoio das instituições, também dizem nunca terem sido procuradas para falar sobre os desaparecidos. Há familiares deixando a região por temer retaliações.
Há 14 desaparecidos, 13 deles homens. Maria Vitória Chaves da Silva, 22, é a unica mulher. Sumiu em 8 de dezembro do ano passado em São Miguel dos Milagres. Apenas um dos desaparecidos tem mais de 30 anos: Cristiano Henrique Pinto dos Santos, 38.
Oito desaparecimentos foram registrados entre fevereiro e dezembro do ano passado. Em foi neste ano, em 22 de janeiro: Bruno Viana de Souza, 23, que desapareceu em São Miguel dos Milagres.
Um deles sonhava ser cozinheiro: Pedro William dos Santos Silva, 26, que saiu de casa após retornar ao trabalho com o pai. Saiu de casa para cortar o cabelo e foi visto pela última vez em Porto da Rua, em São Miguel. Tem um filho de cinco anos.
Segundo as investigações da polícia, a região tem quatro grupos criminosos ligados a duas facções: Tropa do Kebinho e Trem Bala, do Comando Vermelho. E a Tropa dos Crias, do PCC.









