O presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, declarou que o objetivo imediato do bolsonarismo é conquistar a anistia no Congresso Nacional antes das próximas eleições. A afirmação foi feita durante entrevista à TV 247, na qual o dirigente traçou um panorama crítico da conjuntura política brasileira e internacional.
Segundo Pimenta, há uma articulação em curso entre setores da direita institucional para proteger o ex-presidente Jair Bolsonaro das consequências jurídicas relacionadas aos atos golpistas de janeiro de 2023. Ele argumenta que a ausência de votação sobre o tema da anistia indica que os aliados de Bolsonaro podem ter apoio suficiente para aprovar a medida, o que explicaria a cautela na sua tramitação.
O dirigente também criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal, especialmente as decisões do ministro Alexandre de Moraes, e afirmou que o ex-presidente ainda exerce forte influência política. “Bolsonaro não foi preso porque há medo das consequências. Ele é uma força poderosa”, disse.
Rui Costa Pimenta alertou para o risco de uma crise institucional mais profunda, alimentada tanto pela direita quanto por uma crescente insatisfação popular. Para ele, o governo Lula perde conexão com suas bases ao apostar em articulações judiciais em vez de mobilização popular. “Não se ganha luta política mobilizando juízes. Isso tende a dar errado”, afirmou.
Ele também acusou a grande imprensa de tentar manter Bolsonaro politicamente relevante, mesmo diante das investigações, para preservar o equilíbrio do sistema. “O maior aliado do Lula hoje é o Bolsonaro. Sem o bandido, o mocinho perde sua função no roteiro”, ironizou.








