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Rodrigo Maia cai em armadilha de Guedes ao endossar falsa radicalização

Ao endossar a palavra “radicalismo”, que o presidente do Congresso, Rodrigo Maia, diz existir nas declarações do ex-presidente Lula – levar o povo para as ruas contra as reformas de Paulo Guedes e Jair Bolsonaro- o próprio Maia cai na armadilha que originou o AI 5, em 13 de dezembro de 1968, hoje defendido pelo Governo.

Como falar em “radicalismo” se não existem protestos nas ruas brasileiras? Nem sinal de que eles vão acontecer?

Os protestos, os discursos do deputado Márcio Moreira Alves e os artigos do também deputado Hermano Alves fizeram a ditadura construir a mística do tal “radicalismo” no Brasil. Foi o que os militares precisaram para fechar o Congresso, após os congressistas recusarem cassar os dois parlamentares.

O “radicalismo” das ruas justificava, para os militares, os riscos de uma ditadura comunista no país.

Portanto, os radicais vestiam farda.

Os radicais de hoje são Paulo Guedes e Jair Bolsonaro. O presidente, aliás, ameaçou evocar a lei da segurança nacional contra Lula como se ele estivesse incentivando as pessoas a pegarem em armas.

Armas- aliás- defendidas por Bolsonaro, que quer radicalizar a violência no campo, pondo nas mãos da polícia ordens para matar os “invasores” de terras.

Por óbvio, ordens assim não serão usadas contra os grileiros.

Radicalismo, portanto, existe de um único lado.

Colocar fantasmas no meio sala já assombrada por almas de coturno é- aí sim- a verdadeira radicalização.

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