Rodrigo Cunha se movimenta para ser candidato ao Governo ano que vem. Um plano que pode mudar. JHC pode substituir Rodrigo e ser o candidato do grupo.
Mas, por enquanto, Cunha é a primeira opção.
Fernando Collor disputa a reeleição. Precisa de um competitivo candidato ao Governo. Arthur Lira está, a princípio, descartado. Deve ser eleito presidente da Câmara.
Sobrou Rodrigo Cunha que ainda não disse que Collor é seu candidato ao Senado.
Não é pouca coisa. Fernando Collor está na política há 40 anos. Tem uma trajetória impressionante. Em dez anos saiu de prefeito de Maceió a presidente da República.
Anos depois do impeachment, reconstruiu sua carreira política em Alagoas, após tentar ser prefeito de São Paulo. E ainda foi absolvido das acusações contra ele, quando presidente.
Collor é um sobrevivente. Podemos criticá-lo, reclamar dos seus métodos. Mas é um político profissional que hoje está lado a lado a Jair Bolsonaro. Poucos estão na condição do senador: popular nas redes sociais (o tiozão do twitter) e com chances de encerrar a carreira política como o pai, Arnon, no topo da República.
Não será candidato ao Governo de Alagoas. Mas precisa de um nome forte nesta tarefa para coroar a reeleição.
E não há palanque eleitoral construído em Alagoas sem que se calcule o know how de Collor.
Por isso, aguarda Rodrigo Cunha beijar-lhe a mão.
Dificilmente o neófito Cunha deixará esse gesto de lado.
