Na pequena cidade de São Paulo do Potengi (RN), um agente penitenciário tomava conta de 33 presos do Centro de
As informações são do O Globo.
O estilingue do agente penitenciário de nome Azevedo era feito de galho de árvore e dois elásticos para arremessar o objeto. A forquilha (formato em V) tinha cobertura de elástico preto fino, provavelmente de câmara de pneu de bicicleta, para dar maior empunhadura a esta arma primitiva muito utilizada no interior para abater pássaros. Já os dois elásticos utilizados para o arremesso eram vermelhos.
O agente Marcos Moura, da 1º. Delegacia de Policia Civil de São Paulo do Potengi, que fica na parte de cima do prédio que abriga também o presídio, disse nesta segunda-feira que “graças as Deus” até agora não houve nenhuma fuga e assim o agente penitenciário não foi obrigado a utilizar o estilingue. Segundo ele, a situação no presídio é critica, onde o espaço ocupado por duas celas não comporta o número de 36 presos atualmente recolhidos no CDP.
Marcos reclama que a delegacia só tem um viatura Gol para atender o município com cerca de 15 mil habitantes.
O juiz que visitou o presídio e constatou a situação de superlotação disse que só não foge dali que não quer. Segundo ele, o espaço da garagem é utilizado como solário e falta agentes penitenciários para guardar os presos. “Com a deficiência de agentes, a qualquer momento pode acontecer uma fuga”, afirmou o juiz Peterson Fernandes à Tribuna do Norte.