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Rio teve mais de 3.250 autos de resistência nos últimos cinco anos, afirma ISP

Jornal do Brasil

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro divulgados nesta sexta-feira (16) em audiência pública na Assembleia Legislativa, o estado registrou, entre janeiro de 2010 e agosto de 2015, 3.256 casos de homicídios decorrentes de intervenção policial. O alto número de autos de resistência será alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Apenas neste ano, entre os meses de janeiro e agosto, o número de autos chega a 459. A capital responde por 227 desses casos, tendo a Baixada Fluminense em segundo lugar, com 102 casos, e a Grande Niterói (Niterói, São Gonçalo e Itaboraí) em terceiro. No interior do estado foram registrados 31 autos.

A instauração de uma CPI para apurar o tema foi aprovada após serem divulgadas imagens de policiais militares (PMs) alterando a cena do homicídio de Eduardo Felipe Santos Victor, de apenas 17 anos. Gravada por moradores do Morro da Providência, a cena mostra policiais colocando uma arma na mão do rapaz e fazendo disparos. Inicialmente, o caso havia sido registrado como auto de resistência.

A deputada Marta Rocha (PSD), presidente da Comissão de Segurança Pública da Alerj, afirmou que o caso Juan – que em 2011 foi morto e teve seu corpo ocultado por PMs do 20º BPM (Mesquita) durante uma operação na favela Danon, em Nova Iguaçu – exigiu que mudanças fossem tomadas. “Isso já causou diminuição entre o primeiro semestre e o segundo daquele mesmo ano de 2011. Mas precisamos ir além disso”, afirmou.

O deputado Carlos Minc (PT) é autor de um projeto de lei que pretende regular e inibir os autos de resistência. Atualmente, ele está na Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Rio. “Nós temos a polícia que mais mata e a que mais morre no mundo. Podemos fazer com que eles morram menos, matem menos e resolvam os crimes, e esse projeto de lei é importante por isso”, atestou.

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