Retorno de Lula ao Brasil acelera reforma ministerial; entenda

Joanesburgo, África do Sul, 21.08.2023 - Presidente Lula e a Primeira-dama Janja Lula da Silva desembarcam em Joanesburgo, África do Sul. Foto: Ricardo Stuckert/PR Foto: Ricardo Stuckert/PR

A tão esperada reforma no comando de pastas da Esplanada dos Ministérios do governo de Luiz Inácio Lula da Silva finalmente está prestes a acontecer. Após passar uma semana na África do Sul, onde participou da 15ª Cúpula do Brics, o presidente retomará sua agenda política esta semana.

Em uma conversa com jornalistas na quinta-feira (24/8), o ministro Alexandre Padilha afirmou que Lula já tomou uma decisão sobre as mudanças na Esplanada. As alterações devem contemplar partidos que votaram favoravelmente ao Marco Fiscal e outras pautas econômicas da agenda do presidente.

O ministro fez uma analogia com o futebol, afirmando que Lula pretende reforçar seu “time” para o “segundo turno”. Segundo Padilha, Lula quer discutir com os partidos a posição em que eles vão atuar.

Nas últimas semanas, Lula já havia mencionado as mudanças no governo, destacando que a formação de uma maioria no Congresso Nacional é o objetivo das trocas ministeriais.

Após reuniões entre os líderes partidários e o presidente da Câmara dos Deputados, ficou acordada a votação de matérias prioritárias para a agenda econômica do governo. As votações ocorreram com facilidade, uma semana após o encontro entre o ex-presidente Lula e Arthur Lira na Residência Oficial do presidente da Câmara.

O projeto de Lei Complementar 93/23, que cria o novo Marco Fiscal, foi aprovado pela Câmara e agora retorna à Casa Baixa para análise. Além disso, as medidas provisórias que definem o novo salário mínimo e as alterações no Imposto de Renda também foram aprovadas.

Uma das mudanças já implementadas é a nomeação de Celso Sabino como ministro do Turismo, em substituição a Daniela Carneiro. Agora, Lula deve acolher as indicações do Republicanos e do PP, com a nomeação de Silvio Costa Filho e André Fufuca. No entanto, as pastas para as quais eles serão indicados ainda não foram definidas.

O PP tem interesse em comandar o ministério do Desenvolvimento Social, mas Lula ainda não está convencido disso, uma vez que essa pasta é de grande relevância e é responsável pelo Bolsa Família, um dos programas mais populares do governo.

As demais mudanças ainda não foram definidas, mas devem agradar os partidos que votaram a favor do Marco Fiscal, como MDB, PP, União Brasil e PSD, além das siglas que fazem parte da base governista.

.