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Respirando no país da mentira

Segue a roda da derrota no país vilipendiado, palco da mentira letal.

Surgem as notícias que animam, vindas do país que levou os olhos da sua juventude como preço, como insumo, como motivação para a institucionalização de uma história promissora.

O brasileiro deseja sorrir, mas a história que ruge no quintal de casa é violenta e surda, as histórias não contadas sobre doenças e pobreza, na terra sem ar, lhe pesam no peito.

É preciso uma força ainda maior para encontrar no recôndito do ser um liame de fé, uma linha tênue qualquer que ligue o dia à esperança.

Paz é artigo de muito luxo nesta parte da jornada, e para encontrar o nicho que a esconde, outra vez a voz plácida do conhecimento nos aconchega, e revela sequências históricas negadas como marcas de antigas pegadas.

Esta é a mesma linha sendo levada adiante; as tradições nos fizeram amontoar ouro de tolo, confiando em ávidos lobos, que agora já nem usam o disfarce feito de pele de cordeiro.

É o poder abocanhado pelo uso político de todos os poderes!

Sabendo que pode convencer um povo sobre tudo o que não poderá fazer, para que as tradições perpetuem a (des)graça de ser santo, de algum modo.

Neste mergulho o ar falta outra vez, a necessidade de emergir é impulso primário, a vida nos motoriza com instinto e cognição, porque os véus não cairão por si e precisam ser rasgados.

É no quintal de casa que o mundo começa a mudar.

 

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