Investigado em 12 inquéritos no Supremo Tribunal Federal- nove deles relacionados à Lava Jato- o senador Renan Calheiros (PMDB) disse, em nota, que existe tentativa de criminalizar uma doação legal, vinculando o nome dele e o do governador Renan Filho (PMDB) a Michel Temer, do qual faz oposição.
Ainda de acordo com o senador, estas investigações serão arquivadas por falta de provas.
As declarações de Renan- via assessoria- foram dadas ao Jornal Nacional.
Renan será investigado por corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro. Seis delatores afirmaram que a Odebrecht pagou propina a eles em troca da aprovação de medidas provisórias de interesse da empresa.
Os delatores afirmaram que, em um dos casos, foram pagos R$ 4 milhões.
Num dos inquéritos, Renan será investigado junto com o filho, Renan filho, do PMDB. Um delator disse que o então presidente do Senado pediu recursos para a campanha do filho ao governo de Alagoas. O pagamento teria sido de R$ 800 mil.
O Ministério Público diz que, depois da doação, uma medida provisória favorável à Braskem, empresa controlada pela Odebrecht, virou lei.
No quarto inquérito, Renan será investigado porque teria recebido R$ 500 mil em dinheiro vivo.
