À medida que o The Intercept vai revelando mais bastidores da operação Lava Jato- no caso, com o ex-presidente Lula- personagens como Deltan Dallagnol e Sérgio Moro vão ficando menores, a prisão de Lula reforçada como um ato político-eleitoral e estes dois fatores potencializados pelo governo muito ruim de Jair Bolsonaro.
Bolsonaro, aliás, obrigou os governadores do Nordeste a tomarem uma atitude- inteligente- de reação ao desprezo do presidente pela região, a ponto de chamar os que aqui moram de “paraíba”, uma agressão injustificável para a altura do cargo.
Ao segurar a bandeira Lula Livre no grito dos excluídos, logo após o desfile de 7 de setembro, o governador Renan Filho reforça publicamente seu apoio aos governadores do Nordeste na empreitada de sobrevivência à era Bolsonaro mas também aponta o revés da história.
Não dá mais para segurar que o tamanho de Lula na prisão faz sombra aos tempos bolsonaristas. Isso é constatado nas redes sociais: o nome do ex-presidente é repetido todos os dias pelos poucos apoiadores do atual presidente, mostrando também que a popularidade de Lula incomoda até os mais crentes torcedores de Bolsonaro.
Do contrário, a repercussão do ato político de Renan Filho seria muito menor.
Não foi. E ele sabia que não seria.
