Repórter Nordeste

Renan Filho gruda nas polícias, após fracassar nas áreas sociais

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Anuncia-se uma coletiva do governador Renan Filho (PMDB) e do secretário de Segurança Pública, Alfredo Gaspar de Mendonça, para esta segunda-feira (04), 10 da manhã.

A presença de Renan Filho ao lado do secretário é simbólica e conveniente: Gaspar é o secretário que melhor aparece nas pesquisas de consumo interno no Palácio República dos Palmares.

E, do púlpito, o governador reconhece como sua administração é ruim no comando das áreas sociais do 2º ano, da era número 1, dos Calheiros.

Pior: Renan Filho não conhece – ou despreza- iniciativas da própria gestão.

Na semana passada, entrevistado por Mauro Wedekin, na TV Mar, o bem menos popular secretário de Agricultura, Álvaro Vasconcelos, disse que o Governo distribuiu 1.003 toneladas de sementes de milho, feijão e sorgo para a agricultura familiar.

“O produtor do Baixo São Francisco de arroz vai poder fazer este ano duas safras”, disse.

E daí? Parte desta produção será comprada pelo Governo para as escolas públicas- fortalecendo-se um arranjo produtivo local.

Em tempos de selvageria, mostrar armas e balas ganha mais nas pesquisas do dia a dia da maioria da população que condições de vida, projetos sociais ou crescimento e desenvolvimento.

E mesmo o hábil e competente Renan Filho dança a música conforme a letra.

E vira um gestor comum. Ele sabe o porquê de uma promessa- aparentemente simples de campanha- o restaurante popular- não saiu do papel?

Talvez o restaurante saia no mesmo dia em que Renan Filho também fizer uma coletiva, ao lado do secretário Joaquim Brito ou Cláudia Petuba, mostrando como monitores fantasmas de educação física na periferia ou pratos de sopa assombrados também apavoram a biografia de quem quer ser líder político no Nordeste, sem fazer rir o vizinho da mesa ao lado.

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